Por Eriel Lourenço*

Nos dias de hoje, com o avanço do uso e necessidade da tecnologia, o sucesso de um projeto de construção civil depende de diferentes softwares. Cada um deles é destinado a um tipo de abordagem, como projeção, cálculo, medição, verificação e comunicação.

Preparar os seus funcionários, de diferentes setores, para utilizar com eficiência cada tipo de software e capacitar uma outra parte da equipe para integrar as informações de dois softwares diferentes custa cada vez mais tempo e dinheiro.

Como possível solução, as empresas estão passando a investiver em softwares integrados, que centralizam as informações, o que facilita o treinamento dos funcionários, uma vez que utilizam apenas uma ferramenta. Ainda assim, esses softwares são divididos em dois tipos: os quantitativos e os qualitativos.

Duas maneiras distintas para gerenciar suas obras

Os softwares quantitativos trabalham, primordialmente, com números e estatísticas. O objetivo aqui é mensurar dados e analisá-los, com a finalidade de obter uma ideia do desenvolvimento da obra, de maneira estatística. Os resultados obtidos aqui são tabelas e gráficos, que podem ser descobertos padrões.

Já os softwares qualitativos têm foco em informações orgânicas e textos com informações fundamentais para contextualizar o motivo do progresso ou atraso dos projetos. Eles são usados para obter resultados coordenados, aumentar a utilidade das informações que são compartilhadas e para facilitar o processo de interação entre as diferentes pessoas que participam de uma obra.

As duas plataformas desempenham papéis distintos e complementares no gerenciamento de um projeto. Os números que são representados em gráficos gerados quantitativamente, só podem ser explicados e justificados a partir dos dados gerados qualitativamente.

Por dentro das plataformas qualitativas

Para atingir os resultados previamente propostos e planejados, a interação entre o trabalho dos funcionários é de fundamental importância. Se uma tarefa requer a atenção de duas equipes distintas, essas equipes devem trabalhar juntas. Isso implica em comunicar o seu progresso de modo a garantir que o próximo passo seja tomado, e que as duas equipes cumpram seu papel com excelência, e melhor, dentro do prazo.

Essa comunicação garante um gerenciamento mais micro, que consiste em acompanhar e analisar pequenos procedimentos que fazem parte de um processo crítico, garantindo o sucesso da tarefa e o cumprimento de vários cronogramas (gastos, tempo, uso de pessoal, entre outros).

Os softwares qualitativos, quando corretamente utilizados, têm o poder de melhorar a utilidade, disponibilidade e acesso dos dados coletados. Eles resolvem o problema do excesso de informação, uma vez que garantem que o funcionário não receba spam ou informações que não estejam relacionadas ao seu trabalho. Além disso, minimizam a distorção e a retenção de informações, já que facilitam a comunição do informante diretamente aos informados, acabando com o telefone sem fio que acontece quando a informação passa por uma hierarquia.

Toda essa comunicação fica documentada, gerando um contexto, que vai desde dúvidas sobre o preenchimento do RDO até a documentação do progresso visual do projeto, criado a partir de fotos tiradas ao longo do tempo.

Quando todos esses benefícios são percebidos pelos trabalhadores, um ambiente de compartilhamento de informações, de criatividade e proatividade na solução de problemas fica evidente. Os funcionários passam a receber feedback direto das pessoas com quem trabalham e se sentem empoderados e reconhecidos, gerando maior motivação.

Um processo de comunicação eficaz é um grande aliado na promoção de mudanças. As alterações contínuas as quais todas as organizações estão suscetíveis se tornam mais fáceis e rápidas, uma vez que toda a empresa tem acesso as motivações que levaram a tomada dessa decisão.

(*) Eriel Lourenço é graduando em Engenharia Civil e pesquisador na área de Engenharia de Estruturas. É Representante de Desenvolvimento de Negócios na Construct.