Por Drew Beaurline

Em minha mais recente viagem para São Francisco, na Califórnia, em abril, tive o prazer de conversar com Christian Ovlen, gestor de projetos sênior do Mission Bay Hospital, hospital universitário ligado à Universidade da Califórnia. Meu objetivo era descobrir como ele conseguiu entregar uma das construções tecnologicamente mais avançadas do mundo dentro do prazo e $200 milhões de dólares abaixo do orçamento original.

Quão avançado é esse hospital, com 289 leitos, centro de pesquisa, avaliado em 1,5 bilhões de dólares? Aqui, pacientes em recuperação podem passear por quase 5.000 metros quadrados de jardins suspensos. Nos interiores bem iluminados e repletos de obras de arte tranquilizantes, transita a maior frota de robôs autônomos, encarregados por entregar roupas de cama, refeições e medicamentos. Paredes interativas em todos os quartos privativos possibilitam que os pacientes se comuniquem com suas famílias e médicos virtualmente. Para minimizar a ansiedade de um exame de ressonância magnética, os pacientes podem desfrutar de um passeio virtual em um trolley, ou brincar com criaturas animadas, enquanto flutuam em um bote pela baía de São Francisco. (Fonte)

Chris me disse que a magnitude do projeto forçou a sua equipe a adotar o “modelo de entrega de projeto integrado” (integrated project delivery model – IPD). A estratégia tradicional da construção envolve designers e construtoras trabalhando em silos, o que aumenta os riscos de má comunicação e da necessidade de revisão de plantas importantes para o projeto. Em contrapartida, o modelo IPD forçou mais de 200 arquitetos, construtoras, subcontratados e donos do hospital a transferirem seus escritórios para um centro de comando no canteiro de obras.

“Comunicação, coordenação e organização dos documentos são grandes problemas na indústria da construção”, ele me disse. “Conseguir que o trabalho flua de forma confiável e previsível em um canteiro de obras requer alinhamento impecável entre toda a cadeia de suprimentos. ” No exemplo do campus Mission Bay, a eficiência alcançada pela implementação do IPD só foi atingida graças ao entendimento instantaneamente alcançado devido à junção dos escritórios dos times responsáveis pelo projeto.

A maior parte das pessoas na indústria na construção nunca receberá a oportunidade de trabalhar num projeto dessa magnitude. Para sobreviver, as construtoras gerenciam simultaneamente diversos projetos. Eu perguntei ao Chris: “Como o modelo IPD pode ser aplicado em um projeto com diversos ambientes e um orçamento menor?”

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“Um projeto de um ano provavelmente não conseguirá motivar as pessoas o suficiente para fazer isso funcionar”, ele disse. “É uma questão de complexidade e de ser capaz de responder e reagir a imprevistos. ” Quanto maior o número de projetos que precisam ser gerenciados simultaneamente, maior a complexidade na coordenação. ”

Na Construct, nós estamos trabalhamos para superar os problemas de coordenação enfrentados pelos vários stakeholders em um projeto de construção a partir da criação de um espaço virtual para que qualquer contratante, arquiteto e engenheiro possa “estar” no canteiro de obras a qualquer momento, de qualquer lugar. Engenheiros se assemelham a médicos na perspectiva de que resolvem questões complexas diariamente. Se a ansiedade entre os pacientes e doutores pode ser minimizada por meio da conectividade virtual, por que não um engenheiro receber os mesmos benefícios da conectividade com equipes de campo em várias obras?

Drew Beaurline, cofundador e CEO da Construct

Drew Beaurline, cofundador e CEO da Construct