As grandes construtoras sempre se diferenciaram por sua engenharia de alta performance ou pela especialização em modalidades complexas. No entanto, este posicionamento não cobre todas as oportunidades de atuação de uma construtora.

A construção de galpões, condomínios logísticos e industriais, onde há menos espaço para projetos eminentemente específicos, acabou se estabelecendo nesta brecha – casos onde a necessidade de redução de CAPEX e OPEX é determinante para o sucesso do negócio do cliente final. Hoje, muitas das principais construtoras existentes no país não têm competitividade para atuar na área de construção logística, pois mesmo que a obra não exija um alto grau de especificidade, ela apresenta outros desafios, que também podem se provar grandes.

Veja abaixo uma lista com 4 desafios presentes em obras de construção de galpões e condomínios logísticos:

1. Falta de detalhamento nos projetos

É prática comum neste segmento apresentar o escopo do projeto de maneira extremamente simples e sem detalhamento. Muitas vezes há apenas um esboço de planta baixa com pouquíssimas informações, o que exige a adoção de premissas gerais para a elaboração do orçamento.

Um projeto pouco detalhado influencia diretamente no planejamento da obra. Uma obra com planejamento impreciso tem mais chances de incorrer em custos desnecessários, ultrapassar o tempo para sua execução e assim incorrer em desperdícios.

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2. Competitividade e padronização do mercado

A pouca profundidade dos projetos e a soberania de pequenas empresas contribuiu para a existência de um padrão de orçamentos onde, muitas vezes, normas e certificações são custosas e contribuem para a baixa competitividade de empresas com maior estrutura corporativa.

Os orçamentos para esse tipo de obra acabam sendo padronizados, com custos pouco variados e já conhecidos por quem trabalha com o segmento específico.

3. Precificação da obra

Por possuir um quadro qualificado e numeroso de funcionários e colaboradores, os grandes players da construção civil muitas vezes não conseguem precificar estas obras dentro dos patamares esperados pelo cliente.

Seus ativos, quantidade de profissionais, investimento em tecnologias e a pouca capacidade de reduzir despesas de escritório central e outras despesas indiretas acabam interferindo no preço final do projeto logístico.

4. Menos etapas, mais problemas

Neste tipo de edificação há em média 5 etapas, todas elas com grande valor agregado: Movimentação de terra, Fundações, Cobertura/Fechamento, Piso e Instalações. A média da área construída nesse setor é de 40.000 m². Quando existe uma falha na etapa de movimentação de terra, por exemplo, essa falha provavelmente afetará toda a área da construção, causando um enorme transtorno.

Ou seja, caso ocorra algum erro de execução, ele será multiplicado pela extensão da obra, representando um grande prejuízo de recursos para a empresa responsável.

Em meio a este cenário, algumas empresas de grande porte têm se mobilizado para superar estes problemas. É o caso da Método Engenharia, que se estruturou para atender a este segmento do mercado.

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Iniciativas da Método Engenharia

De acordo com Sérgio Stein, especialista em Construções Logísticas, a ideia de contribuir na reestruturação de uma unidade de negócios focada no segmento de galpões e condomínios logísticos foi o desafio que o atraiu para a Método. “Trabalhar com Hugo Rosa, presidente da companhia, também foi algo que pesou na decisão de me unir ao time. Creio que os problemas deste setor podem ser solucionados com planejamento, padronização e tecnologia. A saída para os grandes impasses do segmento passa pela aplicação efetiva da metodologia BIM e pela gestão baseada nas melhores práticas do PMI, e ambas são realidades na Método Engenharia”, conta ele.

Sérgio é formado pela Universidade Federal de Santa Maria, com especializações na ESPM e na Harvard Business School. Conta com mais de 20 anos de experiência no mercado de edificações em diversas companhias.

 

Rafael Soares | Método Engenharia Rafael Soares | Método Engenharia