Já estamos em 2017, mas ainda ouvimos falar pouco sobre a presença das mulheres no mercado tradicionalmente masculino da construção civil.

No Brasil, a presença das mulheres na construção é bem inferior quando comparada à presença masculina. No entanto, os números tendem a aumentar. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, entre 2007 e 2009 a contratação de mulheres na construção civil deu um salto de 44,5%. Atualmente, estima-se que mais de 200 mil mulheres trabalhem na área, de maneira formal ou autônoma.

Iniciativas

A presença da mulher na construção civilAlunas do projeto Mulher em Construção

Para atender a essa demanda, vários projetos já existem pelo Brasil, com o intuito de oferecer oportunidade de emprego a mulheres de baixa renda. O projeto Mão na Massa, por exemplo, já ajudou mais de 1.000 mulheres em situação de vulnerabilidade social do Rio de Janeiro a ingressarem na indústria da construção, através de cursos profissionalizantes.

No Rio Grande do Sul, a ONG Mulher em Construção já ofereceu capacitação a quase 4.000 mulheres, que se tornaram pedreiras, pintoras, azulejistas, ceramistas e eletricistas. Além do conteúdo prático, a instituição também foca no ensino da tolerância, respeito às diferenças e desenvolvimento de consciência social crítica.

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Barreiras na Engenharia

A presença da mulher na construção civil

A ideia de que a Engenharia Civil também não é um espaço destinado à mulher ainda existe — de acordo com o último Censo realizado pelo INEP, as mulheres representavam apenas 30% das matrículas em cursos pelo Brasil.

Além disso, a diferença salarial ainda é clara, apesar dos índices refletirem avanços: em 2013, uma pesquisa apurou que as engenheiras recebem 81% do salário de seus colegas homens. Isso significa que, ao ocuparem um cargo, as profissionais recebem em média 19% a menos do que os homens que desempenham a mesma função, apenas pelo fato de serem mulheres.

Perspectivas para a mulher

O caminho para as trabalhadoras da construção civil ainda é longo. No entanto, já é possível perceber diferenças e avanços. As empresas que colocam de lado a resistência às mulheres na área acabam tendo acesso a mais talentos e profissionais capacitados — o que é fundamental em tempos de crise e necessidade de inovação.

Aqui na Construct, por exemplo, 4 mulheres fazem o Construct App acontecer — e uma delas escreveu o texto que você está lendo agora. Queremos ver este número crescer e esperamos uma construção civil cada vez mais igualitária e acessível à mulher, desde os canteiros de obra até a gestão de tecnologias de ponta.

 

Que tal aproveitar o Dia da Mulher para refletir sobre a presença delas na sua empresa ou local de trabalho? Compartilhe sua opinião abaixo.